30 de abr. de 2013

Estudo | Entendendo a Bíblia (continuação - Era da Conquista)


Depois do Êxodo, as circunstâncias também eram arriscadas para os israelitas. Eles tinha vagado pelo deserto durante quarenta anos por causa da rebelião e da descrença em Kadesh Barnea. Agora estavam em Jericó e o teste era o mesmo. Eles teriam a determinação para seguir em frente ou se encolheriam frente às circunstâncias, como tinham feito seus pais?
A tarefa de dirigir o povo caiu sobre os ombros de Josué. Moisés, o grande líder dos últimos quarenta anos, estava morto. O povo iria se sentir reanimado seguindo Josué? 

Há quatro eventos principais na Era da Conquista:
1. Jordão; 2. Jericó; 3. Conquista; 4. Domínio.

1. Jordão: a divisão milagrosa da água (Josué 1-5)
Moisés morre e Deus escolhe Josué para sucedê-lo. O primeiro desafio de Josué é cruzar o Rio Jordão durante uma cheia. Deus manda preparar a nação para a procissão cerimonial e começar a caminhar, sendo primeiro os sacerdotes, em direção ao Rio Jordão. Quando os sacerdotes tocaram a água, Deus a abriu para eles. (Essa é a segunda "separação milagrosa das águas" que Deus realizou por Israel. A primeira foi a divisão do Mar Vermelho). O povo respondeu e Deus separou o Rio Jordão por uma distância de uns quarenta quilômetros. Eles cruzam sem incidente e a água volta a correr normal.

2. Jericó: a conquista milagrosa da cidade (Josué 6)
A cidade de Jericó, um pequeno oásis no lado ocidental do Rio Jordão, perto do Mar Morto, não é só a entrada oriental para a Terra Prometida, mas também uma cidade fortificada que ameaça o bem-estar de Israel. Josué é um estrategista militar brilhante, tanto que suas campanhas na Bíblia ainda são estudadas no Colégio Militar nos dias de hoje. Enquanto observa a cidade, contemplando como conquistá-la, o anjo do Senhor aparece para ele e o instrui a marchar ao redor da cidade uma vez por dia, durante uma semana. No sétimo dia, ele deve marchar sete vezes e o povo deve gritar. A muralha da cidade vai cair. Eles fizeram isso e conseguiram... uma conquista milagrosa da cidade!

3. Conquista: a derrota de Canaã (Josué 7-12)
Os canaanitas estão unidos em seu ódio contra os israelitas, mas não na oposição militar a eles. Acima de tudo, a região é caracterizada por reis individuais, cada um com sua própria cidade e país. Josué corta no meio deles em direção ao Mar Mediterrâneo. Tendo dividido a terra, ele começa então a conquistá-la, do sul para o norte. Sete anos depois, a derrota inicial de Canaã é completada.

4. Domínio: finalizando o domínio (Josué 13-20)
Cada uma das doze tribos de Israel recebe uma terra por sorteio e é responsável por finalizar o domínio sobre aquela área. Todas as doze tribos habitam suas áreas e formam uma federação sem centralização com as outras tribos.

Fonte: Livro 30 Dias para Entender a Bíblia, Max Anders.

No próximo estudo, postarei a respeito da era dos Juízes– seus principais acontecimentos e linha histórica.

29 de abr. de 2013

Objetos e práticas abomináveis (continuação - Idolatria)

Hoje, enquanto descia de uma estação de metrô, um senhor me chamou a atenção. Ele carregava uma imagem de Nossa Senhora no ombro esquerdo e parecia bastante cansado. Não pude deixar de sentir compaixão daquele homem! Imaginei que estivesse "pagando uma promessa", visto que carregava a imagem de modo pungente, sem sequer revesar de ombro.

Devo meu respeito às crenças, mas não posso deixar de trazer o Evangelho à tona. Jesus Cristo tem derramado Sua imensa graça, inclusive sobre a vida daqueles que atribuem os milagres vividos à "santos",  à meras imagens esculpidas; partes de uma crença sem essência bíblica e totalmente fora do contexto cristão genuíno. 

Acho lamentável, a graça exclusiva de Deus ser atribuída à ídolos! Deus vê a idolatria como um pecado tão grave, que chega a compará-la à prostituição em vários livros da Bíblia. E isso se deve ao fato de que fomos criados com o propósito de glorificar a Deus (e somente a Ele) em todas as coisas. Quando cremos/servimos/glorificamos um outro deus além do Único que é digno, é como se traíssemos o propósito de Deus em nós; pois preferimos dar glória a um mero ídolo que não nos criou, não é capaz de interceder por nós, sequer tem poder de nos trazer graças e milagres! 

Na postagem anterior sobre idolatria, comentei o fato de a essência religiosa do homem ter sido deturpada com o passar dos anos. Na Palavra de Deus, já no livro de Gênesis, vemos um só Deus, nosso criador, que posteriormente advertiu o povo de Israel diversas vezes a não idolatrarem deuses, imagens, nem aderirem aos costumes pagãos de outros povos; enquanto no Novo Testamento vemos Jesus como o único mediador entre nós e o Senhor: "Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens; o Homem Jesus Cristo." Por aqui já é bastante claro entender que somente Jesus Cristo é nosso intercessor junto ao Pai (Deus). Tendo isto, descartam-se todas as crenças de que "santos" possuem este poder e esta função!

Se aquele que crê no poder destes ídolos pesasse a luz da Palavra em cima do tema, creio que repensaria sua crença nos mesmos; Lembre-se: não foi Buda que morreu por você na cruz! Não foi Maria, não foi o Santo Expedito, nem qualquer outro "santo"! Foi Jesus de Nazaré, o Filho de Deus! 

Jesus pagou um alto preço por nossas vidas, sentiu na pele excruciantes dores para que fôssemos salvos do pecado; nos trouxe à reconciliação com Deus e por isso temos a Vida Eterna! Glória a Deus!
Ele fez o que nenhuma imagem, nenhum outro deus é capaz de fazer! Aquela graça que você recebeu, jamais foi de Nossa Senhora, não foi de nenhuma outra entidade, de nenhum outro santo, mas foi de Deus! Porque Ele "é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor"! (Salmos 145:8). Deus não quer que nenhum de nós se perca, ao contrário, quer que tenhamos Vida Eterna nEle, glorificando somente a Ele, o único digno de honra, glória e louvor!

Na verdade, o ídolo é uma ilusão. Alguns ofendem-se com o termo "ídolo", visto que vêem imagens e outros deuses como dignos de sua fé e adoração! De repente "ídolo" parece um termo pesado, desconfortável, mas é a mais pura verdade! Toda crença que não seja em Deus, no Seu Filho Jesus e no Seu Espírito Santo, é efetivamente um ídolo, pois fere os mandamentos e desígnios de Deus! E sou categórica porque creio na Bíblia! 

Paulo é bastante claro quando escreve sua carta à igreja de Corinto: "Portanto, que estou querendo dizer? Será que o sacrifício oferecido a um ídolo é alguma coisa? Ou o ídolo é alguma coisa? Não! Quero dizer que o que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Porventura provocaremos o ciúme do Senhor? Somos mais fortes do que ele? (1Coríntios 10:19-22). Lembre-se: um ídolo nada é. Mas quando serve-se e oferece-se sacrifícios a um ídolo, a Bíblia diz que está sendo oferecido a um demônio!

A Bíblia diz que nosso Deus é um Deus ciumento; quer que todo nosso amor e fé sejam ao Nome dEle! Que assim seja na minha e na Sua vida sempre, em Nome de Jesus!
Faça uma busca por imagens, livros, CD'S, DVD'S, quadros e outros objetos de origem duvidosa em sua casa! Deus quer morar no Seu lar e para isso você precisa recebê-lo do modo que lhE apraz! 

Que Deus te abençoe e abra o entendimento de todos!

25 de abr. de 2013

Objetos e práticas abomináveis.

"Certamente abandonaste o teu povo, os descendentes de Jacó, porque eles se encheram de superstições dos povos do leste, praticam adivinhações como os filisteus e fazem acordos com pagãos. Sua terra está cheia de prata e ouro; seus tesouros são incontáveis. Sua terra está cheia de cavalos; seus carros não têm fim. Sua terra está cheia de ídolos. Eles se inclinam diante da obra das suas mãos, diante do que os seus dedos fizeram." (Isaías 2:6-8). 

"Naquele dia o Senhor arrancará os enfeites delas: as pulseiras, as testeiras e os colares; os pendentes, os braceletes e os véus, os enfeites de cabeça, as correntinhas de tornozelo, os cintos, os talismãs e os amuletos..." (Isaías 3:18-20).

No capítulo 2 de Isaías, percebemos o povo de Judá adotando práticas malditas de outros povos, a idolatria predominante, o apego ao dinheiro, além de alianças pagãs estabelecidas. Já o capítulo 3 trata não apenas da rejeição de Deus à vaidade e a soberba das filhas de Sião, mas também quanto aos talismãs e amuletos que usavam (verso 20).

Deus abomina toda e qualquer forma de idolatria. No início de tudo, quando Deus entregou a terra de Canaã aos israelitas, estes já haviam sido advertidos seriamente a não adorarem os deuses daquele povo, não fazerem alianças com estes, nem imitarem suas práticas detestáveis; e então obedecendo a Deus, seriam abençoados. (Ex 23:30; 34:12-17).

O fato é que o povo de Israel, separado por Deus para ser santo, puro e obediente, feriu as advertências que tanto lhes foram frisadas, e posteriormente vemos inclusive o povo de Israel dando-se em casamento a estes povos pagãos, imitando sua conduta reprovável aderindo à idolatria, ao ocultismo, e fazendo do projeto santo de Deus, algo inteiramente depravado. 
A história dos reis de Israel (salvo poucas exceções), é marcada por líderes idólatras e corrompidos, e consequentemente uma nação decaída e pecadora.

Conforme o capítulo 3 de Isaías, as mulheres de Sião aderiam ao uso de talismãs e amuletos. O dicionário Priberam define talismã como: figura, medalha ou peça a que se atribuem virtudes sobrenaturais; enquanto o dicionário Aurélio define amuleto como: objeto que alguém leva consigo por superstição, para se preservar de perigos, doenças, etc. 

Em Ezequiel também podemos constatar a ira de Deus sobre mulheres feiticeiras que usavam berloques nos pulsos como amuletos e véus enfeitiçados para enlaçar o povo (Ez 13:18). 

Deus não permite que façamos uso de amuletos e ídolos (imagens, "santos", rosários, pé de coelho, cruz, etc). O Único capaz de proteger-nos de qualquer perigo, enfermidade e que possui poder de nos ajudar em situações adversas é Deus e mais ninguém! 

Fico penalizada, inclusive, com a idolatria na vida de cristãos, mesmo dentro das igrejas! Objetos que não passam de ídolos, sendo usados por cristãos para receberem curas e graças! Aquele que ler a Palavra de Deus e discerni-la através do Espírito de Deus, entenderá que isso é detestável ao Senhor, afinal Jesus já levou sobre si nossas enfermidades e dores (Is 53:4), o véu já foi rasgado, nós temos livre acesso à Deus em oração, e o que Ele espera de nós é nossa súplica, não a superstição de que um amuleto, um mero ídolo tem poder para curar-nos de enfermidades e de nos promover prosperidade!

Não entendo porque o homem insiste em confiar poder sobrenatural à algo feito pelo próprio homem, no qual  Deus já nos advertiu que não podem falar, nem ver, nem ouvir! 

Penso no rumo que o mundo tomou! A essência religiosa do homem não possui ídolos, nem amuletos, nem práticas hereges como espiritismo, horóscopo, magia, entre outros. Deus é o nosso criador e Ele nos fez para a Sua glória; tudo é para Ele! (Rm 11:36).

Peço que você ore para que o Espírito Santo lhe mostre se em sua casa há algum ídolo ou amuleto, livros, quadros, imagens ou qualquer outra coisa abominável ao Senhor! Lembre-se de que mantendo isso em sua casa, você não apenas está desagradando a Deus, como também está dando legalidade ao inimigo e este pode lançar inúmeros males sobre sua vida e família. A Bíblia é bastante clara quando diz que o ídolo na verdade nada é em si, porque não existe, mas quando se é oferecido um sacrifício a este (e mesmo uma crença, uma devoção), na verdade está sendo oferecido a um demônio e não ao ídolo em si (1Co 10:19-20). 

Este é um assunto bastante extenso. Há muitas formas de idolatria, infelizmente, e há outras práticas malditas no qual quero mencionar neste estudo. Farei ainda uma ou mais postagens dando continuidade ao assunto, e minha oração é que o Senhor venha nos mostrar tudo o que lhe desagrada em nossas casas, crenças e possíveis práticas! Que em Nome de Jesus nosso amor, devoção e fé seja no Único digno de receber toda honra, glória e louvor, nosso Senhor Jesus Cristo!

23 de abr. de 2013

Estudo | Entendendo a Bíblia (continuação - Era do Êxodo)


Há quatro grandes eventos na Era do Êxodo:
1. Libertação; 2. A Lei; 3. Kadesh Barnea; 4. Quarenta anos vagando.

1. Libertação: liberdade da escravidão no Egito (Êxodo 1-18)
Os hebreus sofreram sob a escravidão no Egito durante quatrocentos anos antes de pedir a libertação a Deus. Este coloca Moisés como seu porta-voz perante o Faraó, o soberano do Egito, pedindo a libertação espiritual do povo hebreu. O faraó se recusa, e uma série de dez pragas é mandada sobre o Egito para convencer o faraó a deixar o povo partir. As pragas começam mal e terminam ainda pior – de sapos a mosquitos, passando por água que se transforma em sangue e chegando à morte dos primogênitos em todos os lares do Egito. Finalmente, o faraó consente em deixar os hebreus saírem do Egito. Depois que eles partem, muda de ideia e tenta recapturá-los. Então, longe, já no Mar Vermelho, Deus abre as águas permitindo que o povo hebreu cruzasse para o outro lado. As águas voltam a se juntar, protegendo-os do exército egípcio e liberando-os da escravidão no Egito. Deus, claro, só tem um destino para eles: a Terra Prometida de Canaã... a terra "onde jorra leite e mel". A terra na qual o pai deles, Abraão, tinha se estabelecido antes e que agora seria novamente o lar do povo.

2. A Lei: os mandamentos de Deus no Monte Sinai (Êxodo 19-40)
O povo hebreu agora começa a construir uma identidade nacional como Israel. Do Mar Vermelho, os israelitas viajam para o sul, para a base da Península do Sinai, e ali acampam. Eles recebem os mandamentos de Deus no Monte Sinai. Moisés recebe os Dez Mandamentos escritos em tabuletas de pedra pelo dedo de Deus. Moisés também recebe uma revelação completa da Lei que vai governar a vida nacional de Israel, bem como suas relações com Deus. Este promete abençoar a nação abundantemente pela obediência e amaldiçoá-la se desobedecerem.

3. Kadesh Barnea: lugar de rebelião contra Deus (Números 10-14)
Israel deixa o Monte Sinai e migra para o norte até um oásis, Kadesh Barnea, que se localiza na entrada sul da Terra Prometida. Desse ponto privilegiado, doze espiões são enviados até a Terra Prometida, um espião de cada uma das doze tribos de Israel. A terra está habitada pelos canaanitas, que não aceitariam bem a horda de israelitas voltando para a terra. Quando os espiões retornam, eles têm algumas notícias boas e outras más. A boa notícia é que a terra é linda e generosa, "jorrando leite e mel". A má notícia é que há gigantes e exércitos hostis por toda a terra. Dez espiões informam que a terra é indomável (apesar de Deus ter-lhes prometido dar-lhes a vitória sobre qualquer força opositora). Dois espiões, Josué e Calebe, exortam o povo a acreditar em Deus e entrarem na terra. O povo acredita no informe da maioria e se recusa a seguir Moisés até a terra. Assim, ela se torna conhecida como um lugar de rebelião contra Deus.

4. Quarenta anos vagando: consequências da rebelião contra Deus (Números 20-36)
Como uma consequência de se rebelar contra Deus em Kadesh Barnea, a geração do "Êxodo" está condenada a vagar no deserto até que todos que tinham 21 anos ou mais na época, morram. Nos seguintes quarenta anos, uma nova geração cresce para liderar; está disposta a seguir os líderes e entrar na terra. Moisés leva-os até o norte do Mar Morto perto de Jericó, a entrada leste da Terra Prometida. Moisés encoraja o povo, da-lhes instruções adicionais encontradas no Livro de Deuteronômio e depois morre.

Fonte: Livro 30 Dias para Entender a Bíblia, Max Anders.

No próximo estudo, postarei a respeito da era da Conquista, – seus principais acontecimentos e linha histórica.

17 de abr. de 2013

Amando a Deus, como seus grandes servos.

Lendo a Bíblia, fico impressionada com a unção derramada sobre alguns servos de Deus! Elias, Pedro, Paulo, Davi; entre tantos outros. Tendo isto, há alguns dias atrás pensei: "Essa unção e todos os milagres produzidos através deles, não provinham apenas da graça de Deus; havia intimidade com Deus na vida de cada um desses homens." Mas se foram usados abundantemente por Deus, e isto não vem apenas de um chamado Divino, nem apenas da graça de Deus; de que modo podemos observar esta intimidade; afinal, quais características espirituais tinham estes homens de Deus?

Elias, por exemplo, mostrava-se um servo zeloso: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram teus profetas à espada..." (1Rs 19:14). Elias não se conformava com a idolatria predominante em Israel; até que, ousadamente, Elias desafiou os profetas de Baal no Monte Carmelo e os derrotou (1Rs 18:22-40).
Abraão também é um grande exemplo à ser seguido: A Bíblia diz que "pela fé, Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu Isaque como sacrifício. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: "Por meio de Isaque a sua descendência será considerada." Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos; e figuradamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos" (Hb 11:17-19). Em Gênesis, a Bíblia diz ainda que quando Isaque perguntou ao pai onde estaria o cordeiro para o holocausto, Abraão disse que Deus mesmo haveria de prover o cordeiro (Gn 22:7-8). Percebe-se uma grande fé na vida de Abraão; tamanha fé, que a vida deste profeta é demonstrada em Hebreus 11: "Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa (Hb 11:8-9).
E o que falar de Pedro, que após haver negado o próprio Cristo, dá início a um ministério de grande peso ao Reino de Deus? Para mim, uma das passagens mais impressionantes de Atos, é onde a Bíblia diz que "o povo também levava os doentes às ruas e os colocava em camas e macas, para que pelo menos a sombra de Pedro se projetasse sobre alguns, enquanto ele passava (At 5:15). Isso sem entrar em detalhes de tantos outros milagres e conversões a partir da vida do apóstolo! O sermão de Pedro que somou cerca de três mil pessoas que aceitaram Jesus e foram batizados (At 2:41); a cura de um mendigo aleijado (At 3:6); o discernimento Divino de Pedro ao dizer à Ananias que Satanás o havia enchido o coração por guardar para si uma parte do dinheiro de sua propriedade (At 5:3), entre tantos outros milagres e disciplinas espirituais que podemos observar na vida do apóstolo!
Paulo também é um exemplo à seguirmos! Passou por provas tão duras, experimentou condições de vida tão difíceis, e em Filipenses está escrito que Paulo aprendeu a adaptar-se em toda e qualquer circunstância (Fl 4:11); "Sei o que é passar necessidade, e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade (Fl 4:12). Em seguida, Paulo diz: "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4:13). Paulo sabia exatamente o que era ter um coração dependente de Deus e o que era confiar em Deus e ser agradecido independente de sua condição. Suas humilhações por causa do Nome de Cristo, levaram Paulo a contentar-se com o que tinha, e ainda, mais do que isso: a experimentar a humildade esperada pelo Senhor!
Paulo era ousado, destemido, de uma intrepidez santa! Orava e entoava louvores com os pés presos à um tronco, após ter recebido duros açoites (At 16:22-24); foi apedrejado e tido como morto, mas no dia seguinte partiu para Derbe onde fizeram muitos discípulos (At 14:19-21), indignou-se profundamente com a idolatria em Atenas (At 17:16), entre tantos outros bons exemplos descritos na Bíblia.
Davi, um homem segundo o coração de Deus; inspirado ao escrever belíssimos salmos que tratam de seu relacionamento com Deus, sua fé, seus temores, suas vitórias sobre o inimigo. Um coração puro em amor pelo Senhor. Um homem de oração, de súplicas, de jejuns. Vemos na vida de Davi, muita intimidade com Deus. Muitas orações, muita intimidade. Davi era rei e sabia da importância que havia em buscar a Deus para sua vida e consequentemente para o seu povo.

Certamente, há muito o que aplicar às nossas vidas, através destes grandes homens de Deus! Isso sem citar Moisés, Samuel, Jeremias, Rute, entre tantos outros bons exemplos!

Consigo perceber a constante presença da fé, que tornava possível a cura de enfermos, a expulsão de demônios, a confiança na Palavra proferida pelo Senhor, como no caso de Abraão. Percebo a ousadia santa, impulsionada pelo prazer em acrescentar vidas ao Reino, o zelo fervoroso que desprezava a idolatria, advertia invasivamente os idólatras, os pecadores, os perdidos desse mundo! Sem falar do amor! O amor a Deus que produzia toda a espécie de diligência, confiança, autoridade, ajuda, comunhão! A essência de todos os frutos gerados, dos milagres concedidos, de todo o discipulado dos apóstolos, das maravilhas que eram experimentadas; tudo provinha do amor de Deus pelas almas, do amor desses servos à Deus e depois às almas; tudo provinha do maior e mais relevante: o amor.

Busque esse amor. Resgate a essência, viva o amor de Deus! Você precisa; as almas precisam; Deus espera mais de nossos corações!
Na vida desses homens de Deus, por exemplo, havia a fé que curava, operava incontáveis maravilhas, havia a esperança de cumprir o chamado, levar vidas à Cristo, de aguardar a eternidade junto de Deus; mas lembre-se do que a Bíblia diz: que "o maior destes é o amor" (1Co 13:13).

Lembre-se também: foi o amor de Deus, e de nosso Senhor Jesus Cristo por nós, que permitiu-nos o privilégio da salvação! Pense por um minuto, o que seria de nós sem o amor de Deus?

Que o Senhor nos ajude a mantermos nossos olhos fitos nEle; todos os dias! E assim prossigamos em fé, em esperança, em santa ousadia, em obediência, e principalmente, em amor. Aumenta nosso amor, Senhor! Torna-nos amorosos e longânimos como Tu és! Oro em Nome de Jesus, Amém!

15 de abr. de 2013

Estudo | Entendendo a Bíblia (continuação - Era dos Patriarcas)


Há quatro grandes homens na Era dos Patriarcas:
1. Abraão; 2. Isaque; 3. Jacó; 4. José.

1. Abraão: pai do povo hebreu (Gênesis 12-23)
Por causa do pecado e da Queda do homem, a atenção de Deus agora está focada em um plano de redenção para a humanidade. Deus quer uma pessoa por intermédio da qual ele possa trabalhar para produzir um reflexo de si mesmo, e pela qual ele possa espalhar a mensagem da redenção ao mundo. Ele escolhe Abraão, que se torna o pai do povo hebreu, e promete um país (terra), incontáveis descendentes (semente) e um impacto mundial e atemporal (bênção). Abraão está vivendo em Ur, perto da convergência do Tigres com o Eufrates, na época. Deus o leva à terra de Canaã, onde Abraão se estabelece e tem dois filhos, Ismael e Isaque.

2. Isaque: segundo pai da promessa (Gênesis 24-26)
Isaque se torna o segundo pai da promessa quando a realização das promessas de Abraão passa para ele. Isaque testemunha  vários grandes milagres durante sua vida. Vive na terra de Abraão, torna-se próspero e morre velho depois de ter tido dois filhos: Esaú e Jacó.

3. Jacó: pai da nação de Israel (Gênesis 27-35)
As promessas dadas a Abraão são passadas por Isaque para Jacó, seu filho mais jovem. Jacó começa a vida como um canalha conivente. No entanto, após uma série de milagres e outros encontros com Deus, ele se emenda. Jacó tem doze filhos, e as promessas de Abraão são passadas a todos eles como família. Enquanto Abraão é o pai do povo hebreu, Jacó é o pai da nação de Israel, e de seus doze filhos emergem as doze tribos da nação de Israel.

 4. José líder no Egito (Gênesis 37-50)
Os filhos de Jacó, na maior parte, possuem pouco compromisso com o chamado de Deus para formar uma nação. Eles vendem seu irmão José como escravo e este é levado ao Egito. Por causa da retidão de José ele se torna um grande líder no Egito. Durante uma severa fome, sua família vai ao Egito atrás de comida, se reúne com José e, como resultado, desfruta de paz e conforto. Depois que José morre, no entanto, seu povo é escravizado pelos próximos quatrocentos anos. Esse tempo de julgamento aumenta a fome espiritual do povo hebreu e eles clamam a Deus por libertação.

Fonte: Livro 30 Dias para Entender a Bíblia, Max Anders.

No próximo estudo, postarei a respeito da Era do Êxodo, – seus principais acontecimentos e linha histórica.

Bom estudo e que Deus os abençoe!

10 de abr. de 2013

Sobre o casamento e o homossexualismo.


Fonte imagem: casamenteiras

Tenho visto grande polêmica nos últimos dias a respeito do casamento gay no Brasil. Em especial, por causa de alguns comentários do deputado Marcos Feliciano, no qual lhe gerou títulos como "homofóbico" e "preconceituoso". Já que o assunto foi tão repercutido, quero deixar a visão bíblica a respeito do casamento; afinal, nos cabe viver à luz da Palavra, segundo os padrões de Deus e não do mundo.

Acho lamentável os escândalos que envolvem evangélicos, como temos visto repetidamente. Não me refiro apenas aos comentários do então pastor, mas à vários cristãos, de modo geral. Minha opinião é que devemos defender o Evangelho no qual cremos e praticamos, mas não podemos esquecer que o mundo tem os olhos fitos em nós; constantemente estamos sendo observados. Outro ponto a este respeito, é que quando se trata de vidas, precisamos ser muito diligentes. Talvez aquela vida que foi tratada à insultos, foi uma oportunidade perdida de ter sido acrescida ao Reino de Deus! Por esse motivo, defendo o que Deus institui ao homem como casamento, como família; mas diante disso, devo meu amor às almas. 
A Bíblia nos exorta à amarmos fraternalmente, à sermos caridosos, piedosos, à carregarmos a dor do próximo. Isso é algo que me leva à pensar: Será que estou sendo luz do mundo, se apenas aponto o dedo acusador, mas não tenho efetivamente levado a luz da Palavra, me oferecido a acolher aquela vida, me dispondo à levá-la à Cristo? 

Falar sobre o casamento, é falar sobre algo puro. Imaculado. Criado por Deus conforme Seus perfeitos desígnios.

"Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne. Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele. Disse então o homem: "Esta sim, é osso dos meu ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne." (Gênesis 2:21-24).

Antes disso, a Bíblia diz que Adão estava no jardim para cultivá-lo, e Deus o trouxe todos os animais para que ele lhes desse nomes. Todavia, não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse. (2:15, 18-20). O interessante é que depois, a partir do verso 21, a Bíblia diz que Deus fez a mulher a partir da costela de Adão, já que Deus constatou que não seria bom que Adão estivesse só; Deus lhe faria alguém que o auxiliasse e correspondesse (2:18). Deus fez os animais e viu que não completavam Adão; Deus fez a mulher e viu que lhe era a companhia perfeita! 

Não julgo àqueles que tem se relacionado de modo homo-afetivo; o único juiz é Deus, portanto deixo esta função à Ele. Diante disso, ofereço a estes a verdade da Palavra, a pureza contida nos propósitos de Deus para o casamento do homem. E esta verdade, é que Deus criou a mulher como auxiliadora do homem; como sendo os dois "uma só carne". Deus fez Eva diferente de Adão; permitiu que através de sua intimidade pudessem procriar e assim fazer sua descendência crescer. 

"O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros" (Hebreus 13:4). "Honrado" é o mesmo que venerado, honesto, virtuoso. "Imoral", por sua vez, significa desonesto, escandaloso. Logo, se eu me abster do adultério e da imoralidade, conservarei meu casamento puro, honrado por mim. Um dos significados de puro é "sem mistura"; é algo genuíno, é o meu compromisso exclusivo ao meu esposo(a). E quando a Bíblia fala da honra e da pureza do casamento, Deus se refere a como Ele próprio vê o casamento! Portanto o que é contrário a esta pureza e a esta honra (a imoralidade e o adultério), são avessos à Sua vontade! Totalmente contrários à como Deus enxerga o casamento e para o que lhe constituiu.

"O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor e profanação ao relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras e colocam o culpado fora do Reino de Deus (Rm 1:24-32; 1Co 6:9-10; Gl 5:119-21)." (Estudo "Padrões da Moralidade Sexual", Bíblia de Estudos Pentecostal, Donald C. Stamps).

Poderia ainda escrever outros vários caracteres a respeito da beleza do casamento e da visão de Deus sobre o tema; mas o resumo que quero deixar, é que a verdade bíblica precisa ser posicionada, defendida. Não de modo arrogante, grosseiro, orgulhoso; mas com mansidão e respeito a fim de que o Evangelho não seja escandalizado. Quando o homem vai até Deus, Ele o aceita como está. Assim como nós, antes de nos encontrarmos com Cristo estávamos no pecado, e não tínhamos nossas vestes lavadas no sangue do Cordeiro. Gays não são inferiores à nós. Gays vivem contra os padrões bíblicos, do que Deus espera de um casamento e de uma constituição familiar. Cabe àquele que é cristão; àquele que conhece e pratica a vontade de Deus para um matrimônio, impôr a Palavra e interceder por essas vidas. Discórdia e indignação só vão gerar oposição; a mansidão, não. A mansidão leva ao respeito. Diante disso, meu resumo é: defendo os planos de Deus para o casamento, mas respeito a vida daqueles que tem vivido à mercê do engano. É como dizem: "Amo o pecador, mas rejeito o pecado".